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Stents e enxertos coronarianos na angiotomografia (CAD-RADS 2.0)

Em um paciente revascularizado, cada stent e cada enxerto é descrito pela localização e pela perviedade, e sua estenose é graduada com a mesma escala dos vasos nativos. As definições seguem o consenso da SCCT 2026 e o CAD-RADS 2.0, que sinaliza stents e enxertos com os modificadores S e G e exclui da categoria a estenose revascularizada por um enxerto totalmente pérvio.

O essencial

  • Um stent só está pérvio se houver opacificação no seu interior, porque o contraste distal pode chegar por colaterais.
  • A reestenose intra-stent é procurada em todo o stent e em suas bordas e é graduada com a escala das estenoses nativas.
  • Um stent não avaliável resulta em CAD-RADS N se não houver outra estenose de 50% ou mais, e o S é mantido, como em N/P2/S.
  • S e G indicam a presença de stents ou enxertos, não alteram a categoria e são escritos nessa ordem, depois de N, HRP e I.
  • Uma estenose revascularizada por um enxerto totalmente pérvio não conta para a categoria, mas o enxerto, sua anastomose distal e o leito distal são graduados.
  • Um enxerto ocluído resulta em CAD-RADS 5, e os ramos nativos proximais à sua anastomose voltam a ser interpretados.

Exemplo no mapa

Stent avaliável e não avaliável

Stent da DA proximal não avaliável, sem outra estenose de 50% ou mais. O N ocupa o lugar do número e o S é mantido (CAD-RADS N/P2/S).

Nesta seção (10)
  1. Stent avaliável e não avaliável
  2. Reestenose intra-stent
  3. Oclusão total intra-stent
  4. Modificador S
  5. Enxerto arterial (artéria torácica interna e artéria radial)
  6. Enxerto venoso (veia safena)
  7. Anastomose proximal e distal, e leito distal
  8. Segmento nativo revascularizado por enxerto
  9. Estenose e oclusão do enxerto
  10. Modificador G
Tabela 1. Como stents e enxertos contam para a categoria CAD-RADS 2.0. A estenose de um stent ou de um enxerto é graduada com a escala dos vasos nativos, e a categoria do paciente vem da estenose mais grave que conta.
SituaçãoComo conta para a categoriaModificadorExemplo no CAD-RADS 2.0
Stent pérvioNão acrescenta grau. A categoria vem das demais lesões.S2/P1/S
Reestenose intra-stentComo uma estenose nativa (70–99% resulta em 4A)S4A/P3/S
Stent ocluído100%, categoria 5S—
Stent não avaliávelN no lugar do número se não houver outra estenose ≥50%. Se houver, o N entra como modificador.SN/P2/S
Enxerto pérvioNão acrescenta grau, e a estenose nativa revascularizada por ele não contaG2/P2/G
Enxerto com estenoseComo um vaso nativo, na anastomose ou no corpo do enxertoG—
Enxerto ocluído100%, categoria 5. Os ramos nativos proximais à anastomose voltam a ser interpretados.G5/P3/G
Segmento nativo revascularizado por enxerto pérvioNão conta. É descrito nos achados.G (pelo enxerto)2/P4/G

Fonte: CAD-RADS 2.0, seções 3.3.2, 3.3.3 e 3.3 (exemplos de ordem), Figuras 13 e 14; SCCT 2026, pp. 10–12 e Tabela 5, p. 20.

Stent avaliável e não avaliável Evaluable and nonevaluable stent#

Outros nomes: stent não interpretável, stent com avaliação luminal limitada, non-evaluable stent

Um stent é avaliável quando sua luz é vista com clareza suficiente para graduar a reestenose. Se o blooming das hastes (struts), o cálcio ou o movimento ocultarem a luz, o stent é descrito como não avaliável.

Como escrever no laudo

Stent na DA proximal não avaliável: o artefato de blooming das hastes impede a avaliação da luz e a graduação da reestenose.

Relacionados: Artefato de blooming (cálcio e stent) · Reestenose intra-stent · Segmento não avaliável (não diagnóstico) · Modificador S

Fonte: SCCT 2026, texto sobre stents coronarianos (seção h), artefato de blooming (seção e) e Tabela 5, pp. 10, 15 e 20 · “evaluation of in-stent restenosis (ISR) is highly dependent on stent size, material composition, strut thickness, overlapping segments, overlying dense calcification, and CCTA acquisition and reconstruction protocol”

Detalhes

Na prática. O stent é revisado em cortes transversais e em reconstrução curva, com janela ampla, cortes finos e kernel de reconstrução duro, ou com imagens monoenergéticas de alta energia, quando disponíveis. A avaliação depende do calibre, do material e da espessura das hastes do stent, da sobreposição de stents, do cálcio denso sobreposto e do protocolo de aquisição e reconstrução.

Erro a evitar. Descrever como pérvio um stent de pequeno calibre cuja luz está oculta pelo blooming. Se a luz não for vista, o stent é não avaliável e deve ser descrito assim.

Em outras fontes. Os critérios de uso apropriado de 2010 consideravam inapropriada a angio-TC para avaliar stents menores que 3 mm ou de diâmetro desconhecido. A SCCT 2026 não fixa um diâmetro mínimo. (Taylor 2010, critérios de uso apropriado da TC cardíaca, Tabela 6; SCCT 2026, p. 10)

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No editor do stent, o botão “N” o marca como não avaliável. O rascunho do laudo escreve “stent não avaliável para reestenose por artefato ou pequeno calibre” e mantém o S. A impressão acrescenta uma linha sobre a acurácia limitada da angio-TC em stents de pequeno calibre. O “N” também reserva, sem apagá-la, a placa nativa do mesmo segmento fora do stent: ela deixa de ser descrita e de somar no SIS enquanto durar o N, e volta ao retirá-lo.

Saída literal do modelo do mapa

Descendente anterior (LAD): segmento proximal: stent não avaliável para reestenose por artefato ou pequeno calibre; restante do vaso sem lesões. Ramos D1, D2: sem lesões.

Circunflexa (LCX): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos OM1, OM2, L-PLB: sem lesões.

Coronária direita (RCA): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose mínima (1-24%); segmento médio: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Estudo não diagnóstico para doença arterial coronariana obstrutiva. Categoria CAD-RADS N/P2/S.

Doença não obstrutiva em LCX e RCA.

A angio-TC (CCTA) tem acurácia limitada para reestenose em stents de pequeno calibre (aproximadamente <3 mm); considerar imagem funcional ou angiografia invasiva se houver suspeita clínica.

Segmentos não avaliáveis: descendente anterior (LAD) proximal.

Nenhum grau numérico de estenose é atribuído: a angiotomografia coronariana não pode guiar o manejo neste contexto e a doença arterial coronariana obstrutiva não pode ser excluída. Considere avaliação adicional ou alternativa (repetir a angio-TC, imagem funcional/de estresse ou angiografia invasiva).

Cortes transversais de stents de 3,5 e 2,5 mm: a mesma faixa de blooming deixa menos luz visível no stent pequeno
Figura 1. Uma faixa de blooming de mesma espessura encobre uma fração maior da luz em um stent pequeno. A espessura é ilustrativa e depende do stent, do kernel e do equipamento.

Reestenose intra-stent In-stent restenosis RIS (ISR)#

Outros nomes: reestenose intrastent, reestenose do stent, in-stent restenosis (ISR), classificação de Mehran (quatro padrões angiográficos de reestenose; a SCCT 2026 admite adaptá-la à TC)

Reestenose intra-stent é a redução da luz dentro do stent ou em suas bordas. A SCCT 2026 a classifica como ausente, leve (<50%), significativa (≥50%), oclusão ou não avaliável. Para a categoria CAD-RADS, ela é graduada com a escala das estenoses nativas, de modo que uma reestenose significativa pode ser moderada ou grave.

Como escrever no laudo

Stent na CD proximal pérvio, com reestenose intra-stent moderada (50–69%).

Não confundir: Pérvio indica que há contraste dentro do stent, não que não haja redução luminal: um stent pérvio pode ter reestenose.

Relacionados: Stent avaliável e não avaliável · Oclusão total intra-stent · Endurecimento do feixe · Pérvio, sem estenose e sem placa

Fonte: SCCT 2026, Tabela 5, consensos de interpretação (recomendação forte), p. 20 · “In-stent restenosis is classified as absent, mild (<50%), significant (≥50%), occlusion, or non-evaluable.”

Detalhes

Na prática. O stent inteiro e suas bordas são percorridos em cortes transversais e em reconstrução curva, e registra-se se a reestenose é focal ou difusa e se ultrapassa as bordas do stent.

Erro a evitar. Confundir com hiperplasia neointimal a faixa hipodensa que o endurecimento do feixe deixa junto às hastes. Antes de graduar a reestenose, revisa-se outra fase reconstruída.

Em outras fontes. Na angiografia invasiva usa-se a classificação de Mehran, com quatro padrões. O padrão I é focal, de 10 mm ou menos, e o II é difuso, mas restrito ao stent. O III é difuso e ultrapassa as bordas do stent, e o IV é a oclusão total. A SCCT 2026 admite aplicá-la à TC. (Mehran 1999, Circulation, resumo; SCCT 2026, p. 10)

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Com o tipo “▢ Stent”, o grau marcado em seguida é o da reestenose; ao escolher “▢ Stent”, o grau volta a 0. Com os botões de “Gravidade”, o rascunho do laudo escreve “reestenose intra-stent leve (<50%)” ou “significativa” com a faixa, como “reestenose intra-stent significativa (50-69%)”, e a categoria a trata como uma estenose nativa. Uma placa desenhada dentro do stent também é lida como reestenose. Uma placa nativa do mesmo segmento, fora do stent, é descrita à parte como placa, proximal ou distal ao stent. Com o controle deslizante “Grau de estenose”, o rascunho acrescenta o número ao termo e à faixa, como “reestenose intra-stent significativa (50-69%; aproximadamente 60%)”.

Saída literal do modelo do mapa

Descendente anterior (LAD): segmento proximal: reestenose intra-stent significativa (50-69%); restante do vaso sem lesões. Ramos D1, D2: sem lesões.

Coronária direita (RCA): segmento médio: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Doença arterial coronariana obstrutiva moderada. Categoria CAD-RADS 3/P1/S.

Doença obstrutiva (≥50%) em LAD.

Reestenose intra-stent significativa (≥50%) em descendente anterior (LAD) proximal: determina a categoria; correlacionar com isquemia e avaliar revascularização.

Esquema de TC de um stent coronariano em três situações: pérvio, com reestenose na borda e ocluído com enchimento distal por colaterais

Ver o exemplo no mapa CAD-RADS 3/P1/S →Ver a figura completa

Figura 2. A reestenose é procurada em todo o stent e nos 5 mm além de cada borda. Se o interior do stent não se opacificar, o contraste distal não demonstra que ele esteja pérvio.

Oclusão total intra-stent In-stent total occlusion#

Outros nomes: oclusão do stent, stent ocluído, in-stent occlusion

Há oclusão total intra-stent quando um trecho da luz do stent não apresenta contraste. Equivale a uma estenose de 100% e resulta em CAD-RADS 5.

Como escrever no laudo

Stent na CD média com oclusão total intra-stent, sem contraste em um trecho de sua luz.

Não confundir: O contraste na artéria distal não demonstra que o stent esteja pérvio, porque pode chegar por colaterais; a perviedade exige contraste dentro do stent.

Relacionados: Reestenose intra-stent · Oclusão total · CAD-RADS 5 (oclusão total)

Fonte: SCCT 2026, texto sobre stents coronarianos (seção h), p. 10 · “The presence of contrast medium distal to a stent alone is not a definitive sign of patency; contrast opacification should be demonstrated within the stent to establish patency.”

Detalhes

Na prática. Acompanha-se a luz em reconstrução curva ao longo de todo o stent. Ele está pérvio se houver contraste antes, dentro e depois dele. A oclusão é descrita como total, sem presumir que seja crônica.

Erro a evitar. Chamar de oclusão total um stent que conserva uma luz residual mínima, que pode ser difícil de ver. Essa luz corresponde a uma reestenose grave (70–99%), que não resulta em CAD-RADS 5; a oclusão exige ausência de qualquer opacificação.

Em outras fontes. Na literatura intervencionista, a oclusão total crônica, inclusive a intra-stent, é uma estenose de 100% com fluxo TIMI 0 por mais de três meses. Como a TC não estabelece esse prazo, o glossário fala em oclusão total intra-stent e não a qualifica como crônica. (Galassi 2019, consenso EuroCTO, Definition and epidemiology)

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Com o tipo “▢ Stent” em 100%, o rascunho do laudo escreve “oclusão total intra-stent (stent ocluído)”, a categoria é 5 e a impressão acrescenta uma linha sobre o stent ocluído.

Saída literal do modelo do mapa

Coronária direita (RCA): segmento médio: oclusão total intra-stent (stent ocluído); restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Oclusão total de pelo menos um vaso coronário. Categoria CAD-RADS 5/P1/S.

Doença obstrutiva (≥50%) em RCA.

Stent ocluído (coronária direita (RCA) média): oclusão total intra-stent; o território depende da circulação nativa/colateral. Correlacionar com isquemia e avaliar reintervenção.

Modificador S Modifier S (stent) S#

Outros nomes: modificador de stent, S modifier

O S indica que há pelo menos um stent coronariano em qualquer parte da árvore coronariana. Não altera a categoria, que é atribuída pela estenose mais grave, esteja ela dentro de um stent ou não.

Relacionados: Ordem dos modificadores do CAD-RADS · Modificador G · Reestenose intra-stent · Stent avaliável e não avaliável

Fonte: CAD-RADS 2.0, seção 3.3.2 · “The modifier “S” indicates the presence of at least one coronary stent anywhere in the coronary system.”

Detalhes

Na prática. Um stent sem reestenose não acrescenta grau. A reestenose é graduada como uma estenose nativa, e o stent ocluído resulta em 5. O stent não avaliável resulta em N se não houver outra estenose de 50% ou mais; se houver, gradua-se essa estenose e o N é acrescentado como modificador.

Erro a evitar. Omitir o S porque o stent está pérvio. O S indica a presença do stent e é escrito mesmo sem reestenose.

Em outras fontes. O CAD-RADS 1.0 colocava o S em segundo lugar, depois do N, e usava V para a placa vulnerável. Um paciente com stent e uma estenose moderada com placa de alto risco era codificado como “3/S/V”. O CAD-RADS 2.0 trocou o V por HRP, acrescentou a P e coloca o S depois de HRP e I, como em “3/P3/HRP/S”. (CAD-RADS 1.0, seção 3.3.5, p. 275; CAD-RADS 2.0, seções 3.3.4 e 3.3)

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O mapa acrescenta o S assim que um segmento tem uma lesão do tipo “▢ Stent”. O stent não admite características HRP, nem a placa desenhada dentro dele, que é lida como reestenose. Uma placa nativa do mesmo segmento, fora do stent, admite essas características e pode resultar em HRP, como em “CAD-RADS 2/P1/HRP/S”. Um stent sem reestenose nem outra placa resulta em CAD-RADS 1/S; é um critério próprio do mapa. Com S ou G e o contexto clínico “Estável”, o manejo sugerido para a categoria 3 propõe CTP ou teste de estresse e esclarece que a CT-FFR não é validada em pacientes com stent ou com enxertos; se já houver um valor de CT-FFR registrado, omite o esclarecimento, e se o código já levar I, não propõe o teste.

Saída literal do modelo do mapa

Descendente anterior (LAD): segmento proximal: stent pérvio, sem reestenose significativa; restante do vaso sem lesões. Ramos D1, D2: sem lesões.

Circunflexa (LCX): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos OM1, OM2, L-PLB: sem lesões.

Coronária direita (RCA): segmento médio: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Doença arterial coronariana leve, não obstrutiva. Categoria CAD-RADS 2/P1/S.

Doença não obstrutiva em LCX e RCA.

Enxerto arterial (artéria torácica interna e artéria radial) Arterial graft (internal mammary and radial artery) ATIE (LIMA)#

Outros nomes: artéria mamária interna esquerda (AMIE) (nome tradicional, usado pela SCCT 2026, internal mammary), ponte de mamária, enxerto de artéria radial, LIMA / LITA

O enxerto arterial usa uma artéria do próprio paciente como conduto. A artéria torácica interna esquerda (mamária interna) costuma ser usada in situ, mantendo sua origem na subclávia, e é anastomosada à DA. A artéria radial é um enxerto livre.

Como escrever no laudo

Enxerto de artéria torácica interna esquerda para a DA média, pérvio, sem estenose.

Relacionados: Enxerto venoso (veia safena) · Anastomose proximal e distal, e leito distal · Modificador G · Endurecimento do feixe

Fonte: SCCT 2026, texto sobre enxertos coronarianos (seção i) e artefato de endurecimento do feixe (seção d), pp. 11 e 15 · “Coronary artery grafts are described by graft type (i.e., arterial or venous), proximal and distal coronary anastomosis sites and distal runoff.”

Detalhes

Na prática. A artéria torácica interna é acompanhada desde a subclávia, por trás da parede torácica anterior, até sua anastomose com a DA. Os clipes metálicos ao longo do trajeto causam artefato de endurecimento do feixe, que é reduzido com reconstrução iterativa ou imagens monoenergéticas de alta energia.

Erro a evitar. Confundir com estenose a faixa escura que os clipes metálicos deixam junto à artéria torácica interna. Toda estenose é confirmada com janela ampla e em vários planos.

Em outras fontes. Na nomenclatura anatômica atual e em muitos artigos cirúrgicos, a artéria mamária interna é chamada de artéria torácica interna (ITA); é o mesmo vaso. A SCCT 2026 usa “internal mammary” e a abrevia LIMA. Esta edição usa “artéria torácica interna”, como o laudo do mapa, e conserva a sigla LIMA dos botões; nos laudos brasileiros, “mamária” (AMIE) continua muito usada. (IMAIOS e-Anatomy; Taggart 2016, NEJM; SCCT 2026, p. 1)

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No menu “Anatomia ▾”, “Enxertos (bypass)” abre um painel com um botão por enxerto. Os enxertos arteriais são “LIMA-LAD” (artéria torácica interna esquerda para a DA) e “Radial-OM2” e são desenhados com linha contínua. O rascunho do laudo nomeia o conduto como “artéria torácica interna esquerda” ou “artéria radial”.

Enxerto venoso (veia safena) Saphenous vein graft SVG#

Outros nomes: ponte de safena, enxerto de veia safena, enxerto aortocoronariano venoso, veia safena interna (outro nome da veia safena magna), vein graft, veia safena longa (outro nome da veia safena magna), enxerto sequencial (irriga vários ramos em série)

O enxerto venoso é um segmento de veia safena magna usado como enxerto livre da aorta ascendente até a coronária. Quando irriga vários ramos em série, é chamado de sequencial.

Como escrever no laudo

Enxerto sequencial de veia safena da aorta ascendente para a OM1 e a OM2, pérvio nos dois trechos, sem estenose.

Relacionados: Enxerto arterial (artéria torácica interna e artéria radial) · Estenose e oclusão do enxerto · Anastomose proximal e distal, e leito distal · Modificador G

Fonte: SCCT 2026, texto sobre enxertos coronarianos (seção i), pp. 11–12 · “High-density surgical material in the aortic root without adjacent opacified grafts (stump) or random vascular clips around the heart may indicate the presence of a completely occluded graft.”

Detalhes

Na prática. Contam-se os enxertos e procura-se cada anastomose proximal na aorta ascendente. Em um enxerto sequencial, revisa-se cada trecho, porque a oclusão pode se limitar a um deles.

Erro a evitar. Deixar passar um enxerto ocluído porque ele não se opacifica. Um coto aórtico ou clipes sem enxerto opacificado sugerem a oclusão, e o achado é confrontado com a descrição cirúrgica.

Em outras fontes. Em outros textos, a veia safena magna aparece como safena interna ou safena longa. Os três nomes designam a mesma veia; o glossário usa “magna”, que corresponde a “great saphenous vein”, o termo proposto em 2001 por um consenso internacional de flebologia. (Chen 2009, Australas J Ultrasound Med)

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Os botões SVG-RCA (para a CD), SVG-OM, SVG-D1, SVG-D2 e SVG-RI desenham enxertos de veia safena com linha tracejada. O SVG-RI só pode ser ativado se o mapa tiver ramo intermédio (“Ramo intermédio presente”). O rascunho do laudo descreve os enxertos em um parágrafo próprio, antes dos vasos nativos. Uma estenose do enxerto marcada com um botão é escrita com o termo e a faixa, como “pérvio com estenose moderada (50-69%)”; com o controle deslizante, também com o número, como “pérvio com estenose moderada (50-69%; aproximadamente 62%)”.

Saída literal do modelo do mapa

Enxertos de revascularização miocárdica (CRM). Avaliam-se os seguintes enxertos:

Enxerto da veia safena para a OM1: pérvio com estenose grave (70-99%; aproximadamente 75%) (corpo) (SVG-OM).

Circunflexa (LCX): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos OM1, OM2, L-PLB: sem lesões.

Impressão Doença arterial coronariana obstrutiva grave. Categoria CAD-RADS 4A/P1/G.

Doença não obstrutiva em LCX.

Estenose do enxerto SVG-OM (70-99%; aproximadamente 75%): graduada como um vaso nativo (moderada 50-69% / grave ≥70%); correlacionar com isquemia e avaliar revascularização.

Anastomose proximal e distal, e leito distal Proximal and distal anastomoses, and distal runoff#

Outros nomes: run-off distal (anglicismo usado em laudos) evitado neste glossário, leito distal, graft anastomosis, distal runoff, anastomose terminolateral, anastomose laterolateral (termos cirúrgicos; o glossário chama ambas de distais)

A anastomose proximal une o enxerto ao seu vaso de origem, e a distal, à coronária receptora. O leito distal é a coronária nativa que o enxerto irriga além da anastomose distal.

Como escrever no laudo

Enxerto de artéria torácica interna esquerda para a DA e anastomose distal pérvios, sem estenose. DA distal à anastomose com estenose grave (70–99%).

Não confundir: O segmento nativo revascularizado fica proximal à anastomose distal e não conta se o enxerto estiver totalmente pérvio; a anastomose e a coronária distal a ela contam para a categoria.

Relacionados: Segmento nativo revascularizado por enxerto · Estenose e oclusão do enxerto · Modificador G · Projeção de intensidade máxima e mínima

Fonte: SCCT 2026, Tabela 6, componentes do laudo (recomendação forte), p. 20 · “Bypass graft (if present) to include type, location, patency, and distal runoff”

Detalhes

Na prática. Documentam-se os locais de anastomose e sua perviedade, e descreve-se o leito distal com suas estenoses. As lesões situadas depois da anastomose distal passam despercebidas com facilidade e são procuradas com MIP de corte fino. Se houver aterosclerose difusa, o leito distal pode ser difícil de interpretar.

Erro a evitar. Considerar revascularizada pelo enxerto uma estenose do leito distal. O CAD-RADS 2.0 avalia os enxertos e os segmentos nativos da anastomose (inclusive) em direção distal. Com um enxerto de artéria torácica interna esquerda para a DA e anastomose distal sem estenose, uma estenose grave (70–99%) da DA distal à anastomose, carga de placa moderada (P2), nenhum segmento não avaliável e nenhuma outra lesão que eleve a categoria, o caso é CAD-RADS 4A/P2/G.

Em outras fontes. Na literatura cirúrgica, a anastomose distal é terminolateral quando a extremidade do enxerto é unida à parede lateral da coronária. Em um enxerto sequencial, as anastomoses intermediárias são laterolaterais. O glossário chama ambas de distais. (Tector 1984, Circulation, resumo)

No CCTA Map

No editor do enxerto, “Local da estenose” aparece se o enxerto tiver estenose menor que 100% e oferece “Proximal”, “Corpo” e “Distal”. “Distal” corresponde à anastomose distal e vem marcado por padrão; o rascunho do laudo o escreve entre parênteses, “(distal)”. Com um enxerto pérvio (estenose menor que 50%), só os segmentos nativos proximais à anastomose são excluídos da categoria, e o leito distal é graduado: com um LIMA-LAD pérvio, uma estenose grave da DA distal dá 4A/P1/G, e uma da DA proximal é identificada como “(contornada pelo enxerto LIMA-LAD)” e não conta. No segmento da anastomose a leitura é por lesão: o que foi desenhado inteiro antes da anastomose continua desviado pelo enxerto, e o resto é graduado. Uma lesão marcada com um único toque no segmento da anastomose não tem posição e é lida como contornada pelo enxerto.

Segmento nativo revascularizado por enxerto Bypassed native segment#

Outros nomes: vaso nativo enxertado, artéria nativa revascularizada, bypassed native segment

Um segmento nativo está revascularizado por enxerto quando fica proximal à anastomose distal de um enxerto. Segundo o CAD-RADS 2.0, uma estenose revascularizada por um enxerto totalmente pérvio não é considerada para a categoria.

Como escrever no laudo

DA proximal com oclusão total, revascularizada por enxerto pérvio de artéria torácica interna esquerda.

Relacionados: Anastomose proximal e distal, e leito distal · Estenose e oclusão do enxerto · Modificador G · Categoria CAD-RADS por paciente

Fonte: CAD-RADS 2.0, seção 3.3.3 (modificador G) · “A stenosis bypassed by a fully patent graft is not considered for the CAD-RADS classification.”

Detalhes

Na prática. A estenose revascularizada é descrita nos achados, muitas vezes como oclusão esperada do vaso nativo. Nesse território, a categoria leva em conta o enxerto, sua anastomose distal e a coronária distal a ela.

Erro a evitar. Continuar excluindo o vaso nativo quando seu enxerto está ocluído. Se o enxerto ocluir, os ramos nativos proximais à anastomose são interpretados e contam para a categoria.

No CCTA Map

Enquanto a estenose do enxerto for menor que 50%, critério próprio do app, o mapa exclui da categoria os segmentos nativos do vaso-alvo proximais à anastomose. As lesões desses segmentos são identificadas, por exemplo, como “(contornada pelo enxerto LIMA-LAD)”, e a impressão lista à parte as de 50% ou mais. Se o ramo enxertado nasce de um vaso principal ocluído antes da origem do ramo, essa oclusão também é excluída e rotulada, por exemplo, “(revascularizada de forma retrógrada por SVG-OM)”. Uma estenose parcial do vaso principal conta. O segmento da anastomose é lido lesão por lesão, e o leito distal é graduado. Uma lesão marcada com um único toque no segmento da anastomose não tem posição e é lida como contornada pelo enxerto.

Saída literal do modelo do mapa

Enxertos de revascularização miocárdica (CRM). Avaliam-se os seguintes enxertos:

Enxerto da artéria torácica interna esquerda para a LAD: pérvio, sem estenose significativa (LIMA-LAD).

Descendente anterior (LAD): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, oclusão total (contornada pelo enxerto LIMA-LAD); restante do vaso sem lesões. Ramos D1, D2: sem lesões.

Circunflexa (LCX): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos OM1, OM2, L-PLB: sem lesões.

Coronária direita (RCA): segmento médio: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Doença arterial coronariana leve, não obstrutiva. Categoria CAD-RADS 2/P2/G.

Doença não obstrutiva em LCX e RCA.

Estenoses nativas contornadas por enxerto pérvio (excluídas da categoria CAD-RADS): descendente anterior (LAD) proximal 100%.

Esquema de um enxerto pérvio de artéria torácica interna para a DA e de um enxerto ocluído de veia safena para a CD, com os segmentos que contam para o CAD-RADS

Ver o exemplo no mapa CAD-RADS 2/P2/G →Ver a figura completa

Figura 3. Com o enxerto pérvio, a estenose nativa proximal à anastomose não conta, mas o enxerto, a anastomose distal e o leito distal contam. Se o enxerto ocluir, a categoria passa a CAD-RADS 5 e o vaso nativo volta a ser interpretado.

Estenose e oclusão do enxerto Graft stenosis and graft occlusion#

Outros nomes: enxerto ocluído, ponte ocluída, oclusão de ponte de safena, graft occlusion, classificação de FitzGibbon (graduação angiográfica de cada enxerto: A, B ou O)

A estenose de um enxerto é graduada como a de um vaso nativo e localizada na anastomose ou no corpo do enxerto. Um enxerto ocluído conta como 100% e resulta em CAD-RADS 5.

Como escrever no laudo

Enxerto de veia safena para a OM1 pérvio, com estenose grave (70–99%) no corpo do enxerto.

Não confundir: Pérvio indica que o enxerto tem contraste na luz, não que não tenha estenose.

Relacionados: CAD-RADS 5 (oclusão total) · Segmento nativo revascularizado por enxerto · Anastomose proximal e distal, e leito distal · Pérvio, sem estenose e sem placa

Fonte: SCCT 2026, texto sobre enxertos coronarianos (seção i), p. 11 · “Obstructive disease is described by location (anastomosis site vs. graft body), estimated severity and extent (grading of stenosis similar to native arteries)”

Detalhes

Na prática. Para cada enxerto, descrevem-se o local, o grau e a extensão da estenose. Além da trombose e da aterosclerose, o enxerto pode se estreitar por acotovelamento (kinking), tração ou compressão extrínseca.

Erro a evitar. Atribuir a categoria apenas pelas coronárias nativas quando um enxerto está ocluído. A oclusão do enxerto conta como 100% e resulta em CAD-RADS 5.

Em outras fontes. A literatura angiográfica usa a classificação de FitzGibbon, publicada em 1978, que qualifica cada enxerto como excelente (A), regular (B) ou ocluído (O). Ela avalia separadamente as duas anastomoses e o corpo do enxerto. O glossário, por sua vez, gradua o enxerto com as porcentagens do CAD-RADS 2.0. (FitzGibbon 1978, Circulation, resumo)

No CCTA Map

Ao tocar no enxerto, abre-se o editor, com os botões de “Gravidade” e o controle deslizante “Grau de estenose”. Se houver estenose menor que 100%, aparece também “Local da estenose”. O editor não tem tipo de placa, características HRP nem “N”. A partir de 25%, a estenose do enxerto é graduada como a de um vaso nativo; a partir de 50% (critério próprio do mapa), os segmentos nativos do vaso-alvo voltam a contar. Com um botão, o modelo escreve o termo e a faixa, como “pérvio com estenose moderada (50-69%)”; com o controle deslizante, escreve também o número, como “pérvio com estenose moderada (50-69%; aproximadamente 62%)”. Um enxerto com estenose também soma no SIS da P automática.

Saída literal do modelo do mapa

Enxertos de revascularização miocárdica (CRM). Avaliam-se os seguintes enxertos:

Enxerto da artéria torácica interna esquerda para a LAD: pérvio, sem estenose significativa (LIMA-LAD).

Enxerto da veia safena para a OM1: pérvio, sem estenose significativa (SVG-OM).

Enxerto da veia safena para a RCA: ocluído (SVG-RCA).

Descendente anterior (LAD): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, oclusão total (contornada pelo enxerto LIMA-LAD); segmento médio: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos D1, D2: sem lesões.

Circunflexa (LCX): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Marginal obtusa (OM1): placa parcialmente calcificada, estenose grave (70-99%) (contornada pelo enxerto SVG-OM). Ramos OM2, L-PLB: sem lesões.

Coronária direita (RCA): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose grave (70-99%); segmento médio: placa parcialmente calcificada, estenose moderada (50-69%); restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Oclusão total de enxerto (SVG-RCA). Categoria CAD-RADS 5/P3/G.

Doença obstrutiva (≥50%) em RCA.

Enxerto ocluído (SVG-RCA): computado como oclusão total na categoria CAD-RADS. O território depende da circulação nativa; a doença nativa subjacente, quando presente, também é contabilizada.

Estenoses nativas contornadas por enxerto pérvio (excluídas da categoria CAD-RADS): descendente anterior (LAD) proximal 100% e OM1 grave (70-99%).

Modificador G Modifier G (graft) G#

Outros nomes: modificador de enxerto, G modifier (graft), enxerto de revascularização miocárdica (o G indica que há pelo menos um), CABG (sigla inglesa de “coronary artery bypass graft”), CRM (sigla de cirurgia de revascularização miocárdica), bypass coronário (anglicismo) evitado neste glossário

O G indica que há pelo menos um enxerto de revascularização miocárdica. Como o S, não altera a categoria, que é atribuída pela estenose mais grave entre os enxertos, suas anastomoses distais, o leito distal e os segmentos nativos não revascularizados por enxerto.

Relacionados: Ordem dos modificadores do CAD-RADS · Modificador S · Segmento nativo revascularizado por enxerto · Carga de placa (P1–P4)

Fonte: CAD-RADS 2.0, seção 3.3.3 (modificador G) · “The modifier “G” indicates the presence of at least one coronary-artery bypass graft”

Detalhes

Na prática. O G é escrito mesmo que todos os enxertos estejam pérvios. Vem depois de N, HRP, I e S e antes de E, de modo que um paciente com stent e enxerto é codificado como “…/S/G”.

Erro a evitar. Atribuir a P apenas pelas coronárias nativas quando os enxertos têm placa. O CAD-RADS 2.0 pede avaliar a carga total de placa nas coronárias nativas e nos enxertos e considerar uma avaliação conjunta para definir a P.

Em outras fontes. No CAD-RADS 1.0, o G era o terceiro modificador, antes do V, e a categoria P ainda não existia. Um enxerto pérvio de artéria torácica interna para a DA com estenoses leves na Cx e na CD era codificado como “2/G”. No CAD-RADS 2.0, o G vem antes do E, e um caso semelhante com carga de placa moderada é “2/P2/G”. (CAD-RADS 1.0, seção 3.3.5, p. 275; CAD-RADS 2.0, seções 3.3.3 e 3.3)

No CCTA Map

O G aparece assim que um enxerto é ativado no painel “Enxertos (bypass)”, aberto pelo menu “Anatomia ▾”. Um enxerto sem estenose e sem outra placa resulta em CAD-RADS 1/G; é um critério próprio do mapa. Com o G e o contexto clínico “Estável”, o manejo sugerido para a categoria 3 propõe CTP ou teste de estresse e esclarece que a CT-FFR não é validada em pacientes com enxertos; se já houver um valor de CT-FFR registrado, omite o esclarecimento, e se o código já levar I, não propõe o teste. Os enxertos com estenose somam no SIS da P automática, e o laudo indica isso com “enxertos incluídos”: um SVG-RCA com estenose de 50–69% e sem placa nativa dá CAD-RADS 3/P1/G. Com um enxerto pérvio, o leito distal à anastomose conta para a categoria; veja “Anastomose proximal e distal, e leito distal”.

Saída literal do modelo do mapa

Enxertos de revascularização miocárdica (CRM). Avaliam-se os seguintes enxertos:

Enxerto da artéria torácica interna esquerda para a LAD: pérvio, sem estenose significativa (LIMA-LAD).

Descendente anterior (LAD): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, oclusão total (contornada pelo enxerto LIMA-LAD); restante do vaso sem lesões. Ramos D1, D2: sem lesões.

Circunflexa (LCX): segmento proximal: placa parcialmente calcificada, estenose leve (25-49%); restante do vaso sem lesões. Ramos OM1, OM2, L-PLB: sem lesões.

Coronária direita (RCA): segmento médio: stent pérvio, sem reestenose significativa; restante do vaso sem lesões. Ramos AM, R-PDA, R-PLB: sem lesões.

Impressão Doença arterial coronariana leve, não obstrutiva. Categoria CAD-RADS 2/P1/S/G.

Doença não obstrutiva em LCX.

Estenoses nativas contornadas por enxerto pérvio (excluídas da categoria CAD-RADS): descendente anterior (LAD) proximal 100%.

Autoavaliação

Perguntas curtas para verificar o essencial. A resposta aparece ao escolher uma opção.

1Na DA proximal há um stent com reestenose de 60%. Na CD média há uma placa com estenose de 30%, e a carga de placa é moderada (P2). Qual é a categoria?

2Um stent da CD média não mostra contraste em seu interior em um trecho de 15 mm. A CD distal e a descendente posterior direita se opacificam com menor atenuação que a CD proximal. Não há outra estenose de 50% ou mais, e a carga de placa é moderada (P2). Qual é a categoria?

3Um stent de 2,5 mm na DA média não pode ser avaliado por causa do blooming das hastes. Na Cx proximal e na CD média há estenoses de 30%, e a carga de placa é moderada (P2). Como se codifica?

4Um paciente tem um enxerto de artéria torácica interna esquerda para a DA, sem estenose no enxerto, na anastomose nem no leito distal. A DA proximal está ocluída, e há estenoses de 25–49% na Cx e na CD, com carga de placa moderada (P2). Qual é a categoria?

5O enxerto de veia safena para a CD está ocluído. O enxerto de artéria torácica interna para a DA e o de veia safena para a Cx estão pérvios, e a carga de placa é acentuada (P3). Qual é a categoria?

Próximo passoMonte o laudo completo do seu caso no mapa →Marque as lesões na árvore coronariana e obtenha a categoria sugerida e um modelo de laudo editável.

Referências

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  2. Cury RC, Leipsic J, Abbara S, Achenbach S, Berman D, Bittencourt M, et al. CAD-RADS 2.0 - 2022 Coronary Artery Disease-Reporting and Data System: an expert consensus document of the SCCT, ACC, ACR and NASCI. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2022;16(6):536-57. doi:10.1016/j.jcct.2022.07.002
  3. Koweek L, Achenbach S, Berman DS, Carr JJ, Cury RC, Ghoshhajra B, et al. Standardized medical terminology for cardiac computed tomography 2023 update: an expert consensus document of the SCCT, AAPM, ACR, NASCI and RSNA. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2023;17(5):345-54. doi:10.1016/j.jcct.2023.06.002
  4. Narula J, Chandrashekhar Y, Ahmadi A, Abbara S, Berman DS, Blankstein R, et al. SCCT 2021 expert consensus document on coronary computed tomographic angiography: a report of the Society of Cardiovascular Computed Tomography. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2021;15(3):192-217. doi:10.1016/j.jcct.2020.11.001
  5. Neves PO, Andrade J, Monção H. Coronary artery calcium score: current status. Radiol Bras. 2017;50(3):182-9.
  6. Tamburino C, Tomasello SD, Capodanno D, Di Salvo ME, Marzà F, Galassi AR. Long-term follow-up after drug eluting stent implantation in left main trifurcations. EuroIntervention. 2009;5(4):432-7. doi:10.4244/eijv5i4a68
  7. Kovacevic M, Burzotta F, Elharty S, Besis G, Aurigemma C, Romagnoli E, et al. Left main trifurcation and its percutaneous treatment: what is known so far? Circ Cardiovasc Interv. 2021;14(3):e009872. doi:10.1161/CIRCINTERVENTIONS.120.009872
  8. Kim C, Park CH, Lee BY, et al. 2024 consensus statement on coronary stenosis and plaque evaluation in CT angiography from the Asian Society of Cardiovascular Imaging-Practical Tutorial (ASCI-PT). Korean J Radiol. 2024;25(4):331-42. doi:10.3348/kjr.2024.0112

Fontes das notas “Em outras fontes”

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  2. Galassi AR, Werner GS, Boukhris M, et al. Percutaneous recanalisation of chronic total occlusions: 2019 consensus document from the EuroCTO Club. EuroIntervention. 2019;15(2):198-208. doi:10.4244/EIJ-D-18-00826
  3. Taylor AJ, Cerqueira M, Hodgson JM, et al. ACCF/SCCT/ACR/AHA/ASE/ASNC/NASCI/SCAI/SCMR 2010 appropriate use criteria for cardiac computed tomography. J Am Coll Cardiol. 2010;56(22):1864-94. doi:10.1016/j.jacc.2010.07.005
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  5. IMAIOS. Internal thoracic artery (Arteria thoracica interna). e-Anatomy [Internet]. Montpellier: IMAIOS [consultado 26 sep 2026]. Disponible en: https://www.imaios.com/en/e-anatomy/anatomical-structures/internal-thoracic-artery-1553667652
  6. Taggart DP, Altman DG, Gray AM, et al. Randomized Trial of Bilateral versus Single Internal-Thoracic-Artery Grafts. N Engl J Med. 2016;375(26):2540-9. doi:10.1056/NEJMoa1610021
  7. Chen SS, Prasad SK. Long saphenous vein and its anatomical variations. Australas J Ultrasound Med. 2009;12(1):28-31. doi:10.1002/j.2205-0140.2009.tb00004.x
  8. Tector AJ, Schmahl TM, Canino VR, et al. The role of the sequential internal mammary artery graft in coronary surgery. Circulation. 1984;70(3 Pt 2):I222-5.
  9. FitzGibbon GM, Burton JR, Leach AJ. Coronary bypass graft fate: angiographic grading of 1400 consecutive grafts early after operation and of 1132 after one year. Circulation. 1978;57(6):1070-4. doi:10.1161/01.cir.57.6.1070

Este glossário traduz para o português e adapta definições, tabelas e figuras do consenso SCCT 2026: Rajiah PS, et al. Interpretation and reporting of coronary computed tomographic angiography (2026 update): an expert consensus document of the Society of Cardiovascular Computed Tomography (SCCT). J Cardiovasc Comput Tomogr. 2026. doi:10.1016/j.jcct.2026.08.014, publicado sob a licença CC BY 4.0. Alterações: reformulação em linguagem simples e reorganização das tabelas; os diagramas são esquemas dinâmicos do mapa e não reproduzem exatamente as figuras da diretriz. A SCCT não revisou nem endossou este glossário. CC BY 4.0